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Itaquara
Bahia · Nordeste · gentílico: itaquarense
Itaquara é um município na Bahia, na região Nordeste do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 8.153 habitantes em 344,1 km², o que dá 23,7 habitantes por km². É o 368º mais populoso da Bahia (entre 417 com dados) e o 3.363º do Brasil. Pertence à microrregião de Jequié, na mesorregião Centro Sul Baiano, e à região geográfica imediata de Jequié. Em linha reta, fica a cerca de 165 km de Salvador, capital da Bahia.
Em números
- População
- 8.153 Censo 2022
- Área
- 344,1 km² Censo 2022
- Densidade
- 23,7 hab/km² Censo 2022
- Posição
- 368º em BA 3.363º no Brasil, por população
De onde vem o nome
"Itaquara" é um termo de origem tupi: significa "toca de pedra", através da junção de itá (pedra) e kûara (toca).
Da seção “Topônimo” do artigo de Itaquara na Wikipédia em português · ler no original.
Quem nasce em Itaquara é itaquarense, segundo o IBGE.
História
A história de Itaquara não se remonta a eras longínquas, pois o seu início data de pouco mais de um século. Os primórdios da vida social, com o primeiro agrupamento de casas rústicas, presumivelmente, são de após a abertura da grande estrada “pedestre”, ou “real”, nome que o vulgo chamava às nossas primitivas vias de comunicações.
Essa grande estrada que, partindo do litoral, demandava a cidade de Vitória da Conquista e se comunicava com o Norte de Minas foi aberta por destemidos e esforçados sertanistas; capitaneados pelo ousado bandeirante Manoel de Sousa Santos e seus filhos: capitão Manuel Esteves de Sousa Santos , apelidado “capitãozinho”, e alferes João de Sousa Santos. Essa estrada, de traçado admirável, parecia obra de técnicos e era de extrema necessidade, tanto assim que, chegando a sua existência ao conhecimento do Governo Colonial, já estabelecido em nosso país, com a fuga da Corte lusa para as nossas plagas, açoitada pelas hostes napoleônicas, isso precisamente na primeira década do século passado, baixou D. João VI, então reinante, um decreto que concedeu àqueles desbravadores a sesmaria de uma vasta região, em que se achavam as terras do Poço do Vacão, Vazante, Santana e Casca, as quais formam hoje três municípios. Essa doação foi feita como um prêmio para aqueles operosos desbravadores dos nossos sertões adustos e construtores de tão importante e utilíssima artéria de comunicação, que facilitaria o intercâmbio comercial entre diferentes zonas do nosso estado. Os beneficiários estabeleceram-se desde logo, talvez antes mesmo, um pouco abaixo da atual cidade de Itaquara, no lugar denominado Santana, com fazendas de cultura e criatório de gado solto. Ainda há pouco se lia em um velho eixo de bolandeira, de fabrico de farinha de mandioca, uma semi-apagada inscrição de 1811. Ali viveu até o último quartel de sua existência o velho chefe da família, cuja casa ainda existe. Sucedeu-lhe o filho Manuel Esteves, o “capitãozinho”, que a vendeu, por sua vez, em 1858, ao comendador José Rodrigues da Costa, que restabeleceu o referido criatório de gado, entregando-o a vaqueiros mediante regime de parceria (sortes). O comendador era senhor de latifúndios, nas zonas canavieiras de Nazaré e de São Miguel, onde fora o precursor da cultura neste último município. A dita estrada, uma vez aberta, entrou logo em fase de intensa atividade; eram tropas carregadas que subiam para o Alto Sertão, levando toda sorte de mercadoria, como também de lá desciam os produtos da terra, como algodão, farinha, couros, cereais e gado de várias espécies, vindos até do norte de Minas em procura do litoral baiano. Então, em todo o percurso, ao longo da referida estrada, existiam os pontos de pouso (rancharias), para o pernoite e descanso dos viandantes e alimárias, sendo que muitos deles se desenvolveram e se transformaram em vilas e cidades: Itaquara foi um desses pontos.
O começo da formação da cidade deve-se ao velho Brandão de Moura, que, vindo de São Felipe, se estabelecera no lugar chamado “Barriguda”, com boa fazenda. Depois veio, de Santo Antônio de Jesus, com numerosa família, Reinaldo de Almeida, que se estabeleceu junto à atual cidade, sendo este o fator preponderante de sua fundação.Em seguida, oriundos do mesmo local, elegeram Vicente de Almeida, Reinaldo Sampaio e irmãos, acompanhados das respectivas famílias, os quais construíram as primeiras edificações. Após isso, com a vinda de novos habitantes, foi criado um pequeno povoado com a denominação de “Caldeirão”, nome dado aos buracos feitos nas pedras, para captação de água da chuva, com que era mitigada a sede dos moradores e viajantes.
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Um dia chega, com a sua maleta, um jovem e promissor negociante ambulante, que simpatiza com o lugar. Inteligente, vê possibilidade de negócio e se estabelece no lugar com pequena casa comercial. É Diogo Espínola de Andrade. Não se engana no prognóstico: dá-se bem, estende o negócio, afeiçoa-se a uma filha do velho Reinaldo de Almeida e casa-se com ela, constituindo família. Compra fazenda, negocia também com gado, realiza intercâmbio de mercadorias com Minas. Cresce-lhe tanto o nome que já começa a aparecer no topônimo “Caldeirão do Diogo”. Surge então a idéia de se erigir uma capela para o culto divino; o material é fornecido por Diogo, sendo então a capela construída. Esta foi depois ampliada e é a mesma que hoje existe sob a invocação de Nossa Senhora da Natividade.
Em 1913, foi elevado o povoado de Caldeirão à categoria de distrito de paz, pertencendo ao município de Areia, atual Ubaíra, isso por haverem aí chegado os trilhos da Estrada de Ferro de Nazaré. Nessa ocasião, foi construída a estação da ferrovia, que permaneceu com seu ponto terminal na localidade, durante vários meses, o que muito contribuiu para o seu desenvolvimento. Como distrito administrativo foi classificado pela Lei municipal nº 203, de 22 de julho de 1918, subordinado ao município de Areia; depois, com a criação do município de Santa Inês, desmembrado do primeiro, passou a pertencer ao novo município, com direito a representação no Conselho Municipal, sendo dotado de alguns melhoramentos. Pela Lei estadual nº 1873, de 17 de julho de 1926, quando governador do Estado o Dr. Francisco Marques de Góis Calmon, foi criado o atual município, com a denominação de Itaquara, e território desmembrado do de Santa Inês. Instalado em 3 de outubro de 1926, foi extinto pelo Decreto-lei estadual nº 141, de 31 de dezembro de 1943, e incorporado ao município de Santa Inês, sendo restaurado pelo Decreto estadual nº 12978, de 1º de junho de 1944.
A sua formação administrativa, que não sofreu alteração desde a sua criação, é de distrito único: Itaquara.
Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: Prefeitura Municipal de Itaquara. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.
Fatos e datas
Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Itaquara, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.
- 1811
Ainda há pouco se lia em um velho eixo de bolandeira, de fabrico de farinha de mandioca, uma semi-apagada inscrição de 1811.
- 1858
Sucedeu-lhe o filho Manuel Esteves, o “capitãozinho”, que a vendeu, por sua vez, em 1858, ao comendador José Rodrigues da Costa, que restabeleceu o referido criatório de gado, entregando-o a vaqueiros mediante regime de parceria (sortes).
- 1913
Em 1913, foi elevado o povoado de Caldeirão à categoria de distrito de paz, pertencendo ao município de Areia, atual Ubaíra, isso por haverem aí chegado os trilhos da Estrada de Ferro de Nazaré.
- 1918
Como distrito administrativo foi classificado pela Lei municipal nº 203, de 22 de julho de 1918, subordinado ao município de Areia; depois, com a criação do município de Santa Inês, desmembrado do primeiro, passou a pertencer ao novo município, com direito a representação no Conselho Municipal, sendo dotado de alguns melhoramentos.
- 1926
Pela Lei estadual nº 1873, de 17 de julho de 1926, quando governador do Estado o Dr.
- 1926
Instalado em 3 de outubro de 1926, foi extinto pelo Decreto-lei estadual nº 141, de 31 de dezembro de 1943, e incorporado ao município de Santa Inês, sendo restaurado pelo Decreto estadual nº 12978, de 1º de junho de 1944.
Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.
Curiosidades
- Altitude
A sede do município fica a 659 metros de altitude, segundo o Wikidata.
Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.
O que ver e fazer
Nenhum lugar de Itaquara está registrado nas fontes abertas. Estes são os 3 lugares mais próximos, em municípios vizinhos, até 80 km do centro. A ordem segue a proximidade, não uma avaliação de pessoas.
Lugares do Wikidata (CC0), de tipos como igrejas, museus, praças, monumentos, parques e cachoeiras, com artigo na Wikipédia, foto ou proteção de patrimônio. Não há horários, preços nem avaliação de acesso: confirme na prefeitura antes de ir. Distâncias em linha reta, não de estrada.
Onde fica
- Estado
- Bahia (BA), região Nordeste
- Mesorregião
- Centro Sul Baiano
- Microrregião
- Jequié
- Região imediata
- Jequié
- Código IBGE
- 2916708
- Coordenadas
- -13.4508, -39.9408
- Capital
- Salvador, a cerca de 165 km em linha reta
- Aeroporto
- Aeroporto Valença (VAL), a cerca de 104 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports
Distâncias em linha reta, não de estrada. O cadastro de voos regulares do OurAirports pode estar desatualizado: confirme a rota e o aeroporto antes de planejar.
Os números no mapa são as paradas do roteiro. Mapa © colaboradores do OpenStreetMap.
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Sobre estes dados
Esta página é um perfil do município, montado com dados abertos e sem avaliação de pessoas: o roteiro é uma sugestão automática por proximidade, a história é o texto do IBGE e as curiosidades são comparações calculadas. Guias de viagem revisados, com fontes, existem para as cidades em Destinos.
- População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
- História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
- Origem do nome: Wikipédia em português (CC BY-SA 4.0).
- Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
- Aeroportos: OurAirports (domínio público).
- Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
- Dados reunidos em 21 de out de 2026.
Brasão: Prefeitura de Itaquara (Public domain), via Wikimedia Commons.