Área de Proteção Ambiental Serra da Mantiqueira, em Delfim Moreira

Delfim Moreira

Minas Gerais · Sudeste · gentílico: delfinense

Foto: Área de Proteção Ambiental Serra da Mantiqueira

Delfim Moreira é um município em Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 7.952 habitantes em 408,5 km², o que dá 19,5 habitantes por km². É o 430º mais populoso de Minas Gerais (entre 853 com dados) e o 3.418º do Brasil. Pertence à microrregião de Itajubá, na mesorregião Sul/Sudoeste de Minas, e à região geográfica imediata de Itajubá. Em linha reta, fica a cerca de 319 km de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

Em números

População
7.952
Censo 2022
Área
408,5 km²
Censo 2022
Densidade
19,5 hab/km²
Censo 2022
Posição
430º em MG
3.418º no Brasil, por população

História

ORIGEM: A origem do atual município de Delfim Moreira está ligada a mineração. Sua fundação não pode ser precisada com certeza. Possivelmente ocorreu entre os anos de 1703 a 1705. O fundador do povoado foi o bandeirante paulista Miguel Garcia Velho (Borba Gato), que durante 05 anos permaneceu no arraial faiscando ouro.

Primitivamente o arraial foi designado por: Minas Novas de Itagybá ou Novo Descoberto do Itagybá, em razão da cachoeira do Rio Santo Antonio, onde Miguel Garcia Velho encontrou ouro e por ali permaneceu faiscando por 05 anos. O arraial que deu origem a Delfim Moreira surgiu à margem direita do rio Santo Antonio, quase em frente à cachoeira formado por este rio. Itagybá é um nome tupi que significa: lugar onde o rio das pedras cai de cima ou cachoeira do rio das pedras. Foi em razão desta cachoeira que Delfim Moreira obteve seu primitivo nome, Descoberto do Itagybá ou Minas do Itagybá.

Em 24 de novembro de 1762 o arraial é elevado a condição de freguesia pelo Bispo de São Paulo Dom Frei Antonio da Madre de Deus, passando a ser designado oficialmente por Descoberto de Itajubá.

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Em 1817, o vigário da freguesia do Descoberto de Itajubá veio a falecer, sendo indicado para preencher a vaga o Padre Lourenço da Costa Moreira. O Padre Lourenço da Costa Moreira assumiu a direção paroquial em janeiro de 1819. Por essa época, as minas de ouro da freguesia do Descoberto de Itajubá já se encontravam esgotadas. Seus habitantes deixavam o lugar em busca de novas paragens. Foi assim que surgiu um novo arraial as margens do Rio Sapucaí com o nome de Boa Vista do Sapucaí.

Em 19 de março de 1819, o Padre Lourenço da Costa Moreira deixou a freguesia do Descoberto de Itajubá, para residir no novo arraial de Boa Vista do Sapucaí, para onde tencionava transferir a sede da freguesia. Em 08 de Novembro de 1831, a freguesia do Descoberto de Itajubá foi suprimida. Em 14 de Julho de 1832 o povoado de Boa Vista tornou-se a sede da freguesia, passado a se chamar Boa Vista de Itajubá. Em 10 de abril de 1832 a velha freguesia do Descoberto de Itajubá passou a ser Capela Curada. Em 30 de Novembro de 1842, através da Lei Provincial nº 239 o velho arraial do Descoberto de Itajubá, reconquistou seu titulo de freguesia passando a se chamar oficialmente Soledade de Itajubá, em reverência a Nossa Senhora da Soledade padroeira da capela fundada quando simples povoado.

Em 28 de setembro de 1848 pela Lei Provincial nº 355 a nova freguesia de Boa Vista de Itajubá foi elevada a categoria de Vila, sendo Soledade de Itajubá anexada a ela como um de seus distritos. A partir daí o povo passa a designar a duas localidades por Itajubá Novo e Itajubá Velho.

A emancipação política de Soledade de Itajubá só veio a ocorrer em 17 de dezembro de 1938, por força do Decreto-lei nº 148 sendo seu nome mudado para Delfim Moreira. Por ocasião da emancipação política de Soledade de Itajubá, foi lembrado e aceito o nome do eminente homem público mineiro que foi Delfim Moreira, nome que já era usado para designar a estação ferroviária que servia a localidade.

Inicialmente Delfim Moreira teve como principal atividade econômica à extração do ouro, porém, foi um período efêmero, que trouxe mais pobreza do que riqueza a localidade. Esgotado o ouro, seus moradores passaram a viver da agricultura de subsistência do milho, feijão, fumo, criação de gado e suínos. Também praticavam um pequeno comércio desses gêneros com a região do Vale do Paraíba paulista, onde trocavam por pólvora, ferro e sal. A fruticultura já era praticada desde o final da mineração como atividade de subsistência. No primeiro quartel do século XX a fruticultura passa a ter um aproveitamento mais racional com a instalação das primeiras fábricas de polpas, que passam a aproveitar a grande produção de marmelos da localidade.A partir desta época instalam-se na região grandes fábricas como: Colombo, Peixe, Matarazzo, CICA e também industrias criadas por moradores,que tiveram grande destaque na economia local, tais como: Mantiqueira, Fruticultores, Vitória, Frutiminas entre outras. Do início do século XX, até a década de 1970 do referido século, a base da economia local se assentava na fruticultura e na industria de polpas de frutas. A pecuária leiteira sempre foi importante base econômica da cidade, destacando-se os pequenos produtores, que vendem seu produto para laticínios da região. Nos últimos anos, atividades ligadas ao ecoturismo vêm ganhando importância na cidade em vista do grande potencial existente na localidade.

Entre os nomes que se destacaram na história local e regional, figura o de Miguel Garcia Velho, bandeirante fundador do arraial do Descoberto de Itagybá a atual Delfim Moreira.Capitão Manoel Correa da Fonseca, morador da época do Descoberto de Itajubá, atuou junto a Diocese de São Paulo, para que o arraial do Descoberto de Itagybá, antigo nome da atual Delfim Moreira, se tornasse uma freguesia. Foi o doador do primitivo patrimônio da paróquia de Nossa Senhora da Soledade. Destaca-se também o de Antonio de Oliveira Lopes ,O Inconfidente do Descoberto de Itajubá, apelidado de pouca-roupa, tinha por função medir sesmarias. Antonio de Oliveira Lopes participou da Inconfidência Mineira, sendo por isso exilado por dez anos para Macua-África. Outro nome que se destaca na história local é o do Barão da Bocaina-Francisco de Paulo Vicente de Azevedo-, natural de Lorena-SP. Possuía no município de Delfim Moreira, à época, Soledade de Itajubá, uma fazenda denominada São Francisco dos Campos do Jordão, considerada uma fazenda modelo, elogiada em publicações diversas no Brasil e no exterior. Em suas terras de São Francisco dos campos do Jordão, fundou a primeira estância climática do Brasil e um sanatório para tuberculosos. Foi o responsável pela introdução em escala comercial da cultura do marmelo na região, quando mandou plantar em sua fazenda 5.000 pés de marmelos vindos de Portugal. Destaca-se também o nome do Dr. Albino Alves filho advogado, exerceu o cargo de Procurador do Estado, no período de 1905 a 1913, foi também Juiz Seccional da Bahia e Juiz Municipal de Pedralva, também fora jornalista e poeta. Participou do processo de emancipação política de Delfim Moreira. Outros nomes de destaque na história local são os de Euclydes José Alves, farmacêutico e líder político local, participou ativamente do processo de emancipação política de Delfim Moreira, Paulino Gonçalves de Faria comerciante, industrial e líder político, também atuou ativamente no processo de emancipação política de Delfim Moreira, Luiz Francisco Ribeiro, fazendeiro, comerciante e líder político é outro nome de destaque, que também participou ativamente do processo de emancipação política do município de Delfim Moreira e finalmente destaca-se no processo de emancipação política da cidade o nome de Clementino Batista da Cunha, oficial do cartório de registro civil e líder político local.

Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: Prefeitura Municipal de Delfim Moreira. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.

Fatos e datas

Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Delfim Moreira, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.

  1. 1703

    Possivelmente ocorreu entre os anos de 1703 a 1705.

  2. 1762

    Em 24 de novembro de 1762 o arraial é elevado a condição de freguesia pelo Bispo de São Paulo Dom Frei Antonio da Madre de Deus, passando a ser designado oficialmente por Descoberto de Itajubá.

  3. 1817

    Em 1817, o vigário da freguesia do Descoberto de Itajubá veio a falecer, sendo indicado para preencher a vaga o Padre Lourenço da Costa Moreira.

  4. 1819

    O Padre Lourenço da Costa Moreira assumiu a direção paroquial em janeiro de 1819.

  5. 1819

    Em 19 de março de 1819, o Padre Lourenço da Costa Moreira deixou a freguesia do Descoberto de Itajubá, para residir no novo arraial de Boa Vista do Sapucaí, para onde tencionava transferir a sede da freguesia.

  6. 1831

    Em 08 de Novembro de 1831, a freguesia do Descoberto de Itajubá foi suprimida.

  7. 1832

    Em 14 de Julho de 1832 o povoado de Boa Vista tornou-se a sede da freguesia, passado a se chamar Boa Vista de Itajubá.

  8. 1832

    Em 10 de abril de 1832 a velha freguesia do Descoberto de Itajubá passou a ser Capela Curada.

  9. 1842

    Em 30 de Novembro de 1842, através da Lei Provincial nº 239 o velho arraial do Descoberto de Itajubá, reconquistou seu titulo de freguesia passando a se chamar oficialmente Soledade de Itajubá, em reverência a Nossa Senhora da Soledade padroeira da capela fundada quando simples povoado.

  10. 1848

    Em 28 de setembro de 1848 pela Lei Provincial nº 355 a nova freguesia de Boa Vista de Itajubá foi elevada a categoria de Vila, sendo Soledade de Itajubá anexada a ela como um de seus distritos.

  11. 1905

    Albino Alves filho advogado, exerceu o cargo de Procurador do Estado, no período de 1905 a 1913, foi também Juiz Seccional da Bahia e Juiz Municipal de Pedralva, também fora jornalista e poeta.

  12. 1938

    A emancipação política de Soledade de Itajubá só veio a ocorrer em 17 de dezembro de 1938, por força do Decreto-lei nº 148 sendo seu nome mudado para Delfim Moreira.

  13. 1970

    Do início do século XX, até a década de 1970 do referido século, a base da economia local se assentava na fruticultura e na industria de polpas de frutas.

Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.

Curiosidades

  • Altitude

    A sede do município fica a 1.200 metros de altitude, segundo o Wikidata.

  • Patrimônio

    4 lugares do município aparecem no Wikidata com algum tipo de proteção de patrimônio.

Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.

O que ver e fazer

Sugestão de roteiro com 12 lugares de Delfim Moreira registrados no Wikidata. A ordem segue a proximidade, não uma avaliação de pessoas.

Dia 014 paradas · cerca de 1,3 km em linha reta entre elas
  1. Casarão de Dona MarinaPatrimônio histórico

    A poucos metros do centro de Delfim Moreira (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Edifício da Antiga Estação Ferroviária de Delfim Moreira (Delfim Moreira)Estação ferroviária

    A 0,2 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Antiga Fábrica CicaPatrimônio histórico

    A 0,4 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Capela do Cemitério Municipal (Delfim Moreira)Capela

    A 0,7 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Dia 024 paradas · cerca de 77 km em linha reta entre elas
  1. Câmara Municipal de ItajubáPatrimônio histórico

    Em Itajubá. A 20 km da última parada do dia anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Casa Térrea à Rua Frei GalvãoPatrimônio histórico

    Em Guaratinguetá. A 51 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Em Guaratinguetá. A poucos metros da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. E.E. Doutor Evangelista RodriguesPatrimônio histórico

    Em Cachoeira Paulista. A 25 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Dia 034 paradas · cerca de 61 km em linha reta entre elas
  1. Em Cachoeira Paulista. A 0,4 km da última parada do dia anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Em Cruzeiro. A 11 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Museu Major NovaesPatrimônio histórico

    Em Cruzeiro. A 0,8 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. A 50 km da parada anterior (linha reta)

Lugares do Wikidata (CC0), de tipos como igrejas, museus, praças, monumentos, parques e cachoeiras, com artigo na Wikipédia, foto ou proteção de patrimônio. Não há horários, preços nem avaliação de acesso: confirme na prefeitura antes de ir. Distâncias em linha reta, não de estrada.

Onde fica

Estado
Minas Gerais (MG), região Sudeste
Mesorregião
Sul/Sudoeste de Minas
Microrregião
Itajubá
Região imediata
Itajubá
Código IBGE
3121100
Coordenadas
-22.5089, -45.2800
Capital
Belo Horizonte, a cerca de 319 km em linha reta
Aeroporto
Aeroporto Professor Urbano Ernesto Stumpf (SJK), a cerca de 100 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports

Distâncias em linha reta, não de estrada. O cadastro de voos regulares do OurAirports pode estar desatualizado: confirme a rota e o aeroporto antes de planejar.

O mapa carrega quando você chega aqui.

Os números no mapa são as paradas do roteiro. Mapa © colaboradores do OpenStreetMap.

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Cidades por perto

Sobre estes dados

Esta página é um perfil do município, montado com dados abertos e sem avaliação de pessoas: o roteiro é uma sugestão automática por proximidade, a história é o texto do IBGE e as curiosidades são comparações calculadas. Guias de viagem revisados, com fontes, existem para as cidades em Destinos.

  • População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
  • História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
  • Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
  • Aeroportos: OurAirports (domínio público).
  • Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
  • Dados reunidos em 21 de out de 2026.

Foto (Área de Proteção Ambiental Serra da Mantiqueira): Murilo Medici Navarro da Cruz (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons.

Brasão: Delfim Moreira City Hall (Public domain), via Wikimedia Commons.