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- Igreja Matriz de Nossa Senhora Mãe dos Homens (Estrela do Sul)Igreja
- Chafariz (Estrela do Sul)Fonte
- Capela de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (Estrela do Sul)Capela

Estrela do Sul
Minas Gerais · Sudeste · gentílico: estrela-sulense
Estrela do Sul é um município em Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 6.840 habitantes em 822,5 km², o que dá 8,32 habitantes por km². É o 484º mais populoso de Minas Gerais (entre 853 com dados) e o 3.694º do Brasil. Pertence à microrregião de Patrocínio, na mesorregião Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, e à região geográfica imediata de Monte Carmelo. Em linha reta, fica a cerca de 415 km de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Em números
- População
- 6.840 Censo 2022
- Área
- 822,5 km² Censo 2022
- Densidade
- 8,32 hab/km² Censo 2022
- Posição
- 484º em MG 3.694º no Brasil, por população
História
Primórdios
O início da ocupação da região do Triangulo Mineiro e Alto Paranaíba se deu entre os anos 1722 e 1925, com a abertura pelos bandeirantes da estrada do Anhanguera, ligando São Paulo ao Planalto Central. Foi durante essa incursão que, em 1722, o Bandeirante João Leite da Silva Ortiz, encontrou o primeiro diamante no Rio Bagagem, no local onde se originou a cidade de Estrela do Sul.
As primeiras sesmarias doadas nessa área foram concedidas em 1818, ao Padre Fortunato José de Miranda e a Manoel Dias da Rocha, mas durante a primeira metade do Século XIX, a região não passou de um local de garimpo.
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As incursões ao interior
No início da colonização brasileira, a atual área do Triângulo Mineiro, até então denominada de Sertão da Farinha Podre, foi habitada por índios (a maior parte os Caiapós). Na maioria, esses índios eram nômades e circulavam pelas redondezas, sem moradia fixa, mudando de tempos em tempos em busca de caça e pesca. Essa vida nômade é compreendida como uma estratégia de defesa, tanto em relação aos animais como às tribos inimigas. Com maior facilidade, a defesa podia ser encontrada em ambientes de florestas, montanhas e cavernas por serem mais acolhedoras e oferecerem melhores condições de esconderijo do que as encontradas no Cerrado, ecossistema natural da região . Essas características da vida indígena indicam as poucas evidências quanto à transformação do meio ambiente natural, que, nesse momento, é praticamente insignificante ou nula.
Com a chegada de bandeiras e colonizadores fazendeiros, os índios fugiram em busca de áreas livres da presença do homem branco, e o meio ambiente natural foi alterado. Assim, a fuga indígena, também, justifica a entrada dos bandeirantes rumo ao sertão. Para Holanda (1997), essa entrada pelo sertão ocorreu em função dessa captura. Como uma forma de resolver o problema de subsistência, os bandeirantes embrenharam-se pelos sertões, tornando as entradas uma profissão para adolescentes, tanto para as expedições de apresamento como para o sertanismo em geral.
O Sertão da Farinha Podre, que compreendia todas as terras situadas entre os rios Quebra Anzol, das Velhas, Grande e Paranaíba, pertenceu, num primeiro momento, à capitania de São Paulo , depois, à de Goiás, e, somente em 1816, passou ao domínio de Minas Gerais.
Até o início do século XVIII, as terras da região não despertaram interesse para as bandeiras, pois, geograficamente, não ofereciam garantias para encontrar metais e pedras preciosas. Apenas com a intenção de desbravamento do interior do país, em busca de riquezas existentes em outras localidades, é que nessas terras começaram as passagens das expedições pela região.
A primeira bandeira a passar pela Sertão da Farinha Podre foi a de foi Bartolomeu Bueno da Silva — o Anhangüera. Em 1722, seu filho, Bartolomeu Bueno da Silva Jr. — o Anhangüera II —, cumprindo ordens do governo colonial para encontrar as minas auríferas, partiu de Piratininga com um grupo composto por brancos, índios e escravos, somando 152 pessoas no total, e iniciou o desbravamento da rota que deu origem aos primeiros povoados da atual região do Triângulo Mineiro. Foi no comando desse grupo, que o bandeirante fez um percurso com trilheiros até as margens do Jeticaí — Rio Grande, e passou pela foz do Rio do Carmo até atingir a margem oposta, o Sertão da Farinha Podre.
Posteriormente ao Anhangüera, com a descoberta de pedras preciosas no interior de Goiás e Mato Grosso e, conseqüentemente, com as sucessivas passagens de bandeiras e de pessoas pela região, rumo ao interior do país, provenientes de São Paulo e de cidades litorâneas, à procura de riquezas, iniciou-se a formação de arraiais no Sertão da Farinha Podre. A Estrada Real, denominação da passagem naquele tempo, condicionou a formação de vários e pequenos arraiais como Desemboque, Sacramento, Uberaba e Uberlândia, dentre outros. Nos dizeres de Soares, esses arraiais constituíram-se 'em um ponto de passagem entre o litoral e o sertão″.
Assim, mediante a agropecuária e da mineração, as fazendas tiveram papel fundamental no processo histórico de constituição de aglomerações urbanas no interior do Brasil. As primeiras fazendas tiveram suas formações a partir do sistema de Sesmarias e, posteriormente, com o apossamento de parentes e pessoas que vieram juntos tomar posse de terras. As proporções das terras apropriadas eram grandes e de difícil acesso e regulação de proprietários. Em 1795, com base no Alvará de demarcação de terras, tornou-se obrigatória à demarcação destas, com o intuito de resolver problemas entre sesmeeiros e posseiros.
O sistema de sesmarias findou-se em 1822, mas, mesmo assim, muitos ainda tomaram posse de suas terras durante e após esse período. Foi nesse contexto que ocorreu o desenvolvimento de vários municípios do Triângulo Mineiro, iníciado entre e meio ao sistema de sesmarias, à captura do índio, à criação de gado e ao declínio da exploração do ouro e de pedras preciosas no interior do país.
Primeiros saltos de crescimento
O processo de urbanização só foi intensificado a partir de 1852, quando foi descoberto o famoso diamante ″Estrela do Sul″. Neste mesmo ano foi criado o Distrito de Paz no Arraial da Bagagem pertencente à comarca de Patrocínio, pela Lei Nº575 de 04 de maio.
Em 1854 o curato foi elevado à categoria de paróquia pela Lei Nº667 de 27 de Abril. Pela Lei Nº777 de 30 de Maio de 1856, o distrito foi elevado à Vila, com o nome de Bagagem, instalado em 30 de Setembro de 1858.
Devido ao grande crescimento verificado no local, em 1861, a Vila de Bagagem foi elevada á categoria de cidade, pela lei Nº1101 de 19 de Setembro. Foi neste momento que a cidade chegou a contar com uma população de, aproximadamente, 30 mil habitantes. No entanto, verificou-se que essa população, diretamente vinculada ao garimpo, apresentava significativa rotatividade em busca dos diamantes e residia em habitações improvisadas, que se perderam no tempo.
Em meados do século XIX, a cidade exercia um fascínio na região que se traduzia numa numerosa população e também na influência político-ideológica sobre grande parte da região do triangulo mineiro. Este dado reforça a importância e expressão já exercidas pelo município na região e que, atualmente, vem tentando recuperar.
Distrito criado com a denominação de Diamantino da Bagagem, pela Lei Provincial nº 667, de 27-04-1854.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Bagagem, pela Lei Provincial nº 777, de 30-05-1856, desmembrado de Patrocínio. Sede na povoação de Bagagem. Constituído do distrito sede (Cachoeiras da Estrela do Sul). Instalado em 30-09-1858.
Elevado à condição de cidade coma a denominação de Bagagem, pela Lei Provincial nº 1101, de 19, de 09-1861.
Pela Lei Provincial nº 3106, de 06-10-1883, e Lei Estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Santa Rita da Estrela do Sul e anexado a vila de Bagagem.
Pelo Decreto Estadual nº 199, de 06-10-1890, e Lei Estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Rio das Pedras a vila de Estrela do Sul.
Pela Lei Estadual nº 319, de 16-09-1901, o município de Bagagem tomou a denominação de Estrela do Sul e Santa Rita da Estrela do Sul a chamar-se Santa Rita da Estrela.
Pela Lei Estadual nº 556, de 30-08-1911, é criado o distrito de Doliarina e anexado ao município de Estrela do Sul.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 4 distritos: Cachoeiras da Estrela do Sul, Santa Rita da Estrela, Rio das Pedras e Doliarina.
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920.
Pela Lei Estadual nº 843, de 07-09-1923, o município Estrela do Sul sofre as seguintes modificações: os distritos de cachoeiras e Rio das Pedras tem seus nomes mudados para Estrela do Sul e Cascalho Rico respectivamente. Extingue o distrito de Doliarina cujo território anexado aos distritos de Estrela do Sul, Santa Rita e Cascalho Rico, todos do município de Estrela do Sul e cria o distrito de Grupiara (ex-povoado de Troncos), com terras desmembradas do distrito de Santa Rita da Estrela, anexando-o ao município de Estrela do Sul.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Estrela do Sul (ex-Cachoeiras), Cascalho Rico (ex-Rio das Pedras), Grupiara e Santa Rita da Estrela.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo Decreto-Lei estadual nº 148, de 17-12-1938, é extinto o distrito de Santa Rita da Estrela, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de Estrela do Sul.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Estrela do Sul, Cascalho Rico e Grupiara.
Pela Lei Estadual nº 336, de 27-12-1948, desmembra do município de Estrela do Sul o distrito de Cascalho Rico. Elevado à categoria de município e ainda cria novamente o distrito de Santa Rita da Estrela anexando ao município de Estrela do Sul.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Estrela do Sul, Grupiara e Santa Rita da Estrela.
Pela Lei Estadual nº 1039, de 12-12-1953, é criado o distrito de Chapada de Minas e anexado ao município de Estrela do Sul.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 4 distritos: Estrela do Sul, Chapada de Minas, Grupiara e Santa Rita da Estrela.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Pela Lei Estadual 2764, de 30-12-1962, desmembra do município de Estrela do Sul o distrito de Grupiara. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 3 distritos: Estrela do Sul, Chapada de Minas e Santa Rita da Estrela.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Pela Lei nº 818, de 07-02-2007, é criado o distrito de São Félix de Estrela e anexado ao município de Estrela do Sul.
Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 4 distritos: Estrela do Sul, Chapada de Minas, Santa Rita da Estrela e São Félix da Estrela.
Alteração toponímica distrital
Diamantino da Bagagem para Bagagem, alterado pela Lei Provincial nº 777, de 30-05-1856.
Alteração toponímica municipal
Bagagem para Estrela do Sul, alterado pela Lei Estadual nº 319, de 16-09-1901.
Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: www.estreladosul.mg.gov.br. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.
Fatos e datas
Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Estrela do Sul, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.
- 1722
O início da ocupação da região do Triangulo Mineiro e Alto Paranaíba se deu entre os anos 1722 e 1925, com a abertura pelos bandeirantes da estrada do Anhanguera, ligando São Paulo ao Planalto Central.
- 1722
Foi durante essa incursão que, em 1722, o Bandeirante João Leite da Silva Ortiz, encontrou o primeiro diamante no Rio Bagagem, no local onde se originou a cidade de Estrela do Sul.
- 1722
Em 1722, seu filho, Bartolomeu Bueno da Silva Jr. — o Anhangüera II —, cumprindo ordens do governo colonial para encontrar as minas auríferas, partiu de Piratininga com um grupo composto por brancos, índios e escravos, somando 152 pessoas no total, e iniciou o desbravamento da rota que deu origem aos primeiros povoados da atual região do Triângulo Mineiro.
- 1795
Em 1795, com base no Alvará de demarcação de terras, tornou-se obrigatória à demarcação destas, com o intuito de resolver problemas entre sesmeeiros e posseiros.
- 1816
O Sertão da Farinha Podre, que compreendia todas as terras situadas entre os rios Quebra Anzol, das Velhas, Grande e Paranaíba, pertenceu, num primeiro momento, à capitania de São Paulo , depois, à de Goiás, e, somente em 1816, passou ao domínio de Minas Gerais.
- 1818
As primeiras sesmarias doadas nessa área foram concedidas em 1818, ao Padre Fortunato José de Miranda e a Manoel Dias da Rocha, mas durante a primeira metade do Século XIX, a região não passou de um local de garimpo.
- 1822
O sistema de sesmarias findou-se em 1822, mas, mesmo assim, muitos ainda tomaram posse de suas terras durante e após esse período.
- 1852
O processo de urbanização só foi intensificado a partir de 1852, quando foi descoberto o famoso diamante ″Estrela do Sul″.
- 1911
Pela Lei Estadual nº 556, de 30-08-1911, é criado o distrito de Doliarina e anexado ao município de Estrela do Sul.
- 1923
Pela Lei Estadual nº 843, de 07-09-1923, o município Estrela do Sul sofre as seguintes modificações: os distritos de cachoeiras e Rio das Pedras tem seus nomes mudados para Estrela do Sul e Cascalho Rico respectivamente.
- 1938
Pelo Decreto-Lei estadual nº 148, de 17-12-1938, é extinto o distrito de Santa Rita da Estrela, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de Estrela do Sul.
- 1948
Pela Lei Estadual nº 336, de 27-12-1948, desmembra do município de Estrela do Sul o distrito de Cascalho Rico.
- 1953
Pela Lei Estadual nº 1039, de 12-12-1953, é criado o distrito de Chapada de Minas e anexado ao município de Estrela do Sul.
- 1962
Pela Lei Estadual 2764, de 30-12-1962, desmembra do município de Estrela do Sul o distrito de Grupiara.
- 1997
Para Holanda (1997), essa entrada pelo sertão ocorreu em função dessa captura.
- 2007
Pela Lei nº 818, de 07-02-2007, é criado o distrito de São Félix de Estrela e anexado ao município de Estrela do Sul.
Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.
Curiosidades
- Altitude
A sede do município fica a 738 metros de altitude, segundo o Wikidata.
- Patrimônio
5 lugares do município aparecem no Wikidata com algum tipo de proteção de patrimônio.
Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.
O que ver e fazer
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- Casarão da família Mota LeitePatrimônio histórico
- Prédio da Antiga Estação Ferroviária (Monte Carmelo)Estação ferroviária
- Caixa d'Água da Rede Mineira de ViaçãoPatrimônio histórico
- Prédio da Secretaria Municipal de Ação SocialPatrimônio histórico
- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário (Iraí de Minas)Igreja
- Imóvel à Rua Major Afonso Batista FrancoPatrimônio histórico
- Bem cultural situado à Praça São João Batista 96 (Cascalho Rico)Patrimônio histórico
- Chafariz (Cascalho Rico)Fonte
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Quem nasceu aqui
3 pessoas nascidas em Estrela do Sul, segundo o Wikidata.
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Onde fica
- Estado
- Minas Gerais (MG), região Sudeste
- Mesorregião
- Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba
- Microrregião
- Patrocínio
- Região imediata
- Monte Carmelo
- Código IBGE
- 3124807
- Coordenadas
- -18.7458, -47.6928
- Capital
- Belo Horizonte, a cerca de 415 km em linha reta
- Aeroporto
- Aeroporto Ten. Cel. Aviador César Bombonato (UDI), a cerca de 58 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports
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- População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
- História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
- Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
- Aeroportos: OurAirports (domínio público).
- Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
- Dados reunidos em 21 de out de 2026.
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