Imagem de Abreu e Lima, Pernambuco

Abreu e Lima

Pernambuco · Nordeste · gentílico: abreu-limense

Abreu e Lima é um município em Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 98.462 habitantes em 126,4 km², o que dá 779,1 habitantes por km². É o 14º mais populoso de Pernambuco (entre 185 com dados) e o 323º do Brasil. Pertence à microrregião de Recife, na mesorregião Metropolitana de Recife, e à região geográfica imediata de Recife. Em linha reta, fica a cerca de 16 km de Recife, capital de Pernambuco.

Em números

População
98.462
Censo 2022
Área
126,4 km²
Censo 2022
Densidade
779,1 hab/km²
Censo 2022
Posição
14º em PE
323º no Brasil, por população

De onde vem o nome

O que diz o registro oficial

  • Distrito criado, com a denominação de Maricota, pelo Decreto-lei Estadual n.º 235, de 09-12-1938, subordinado ao município de Paulista.
  • Elevado à categoria de município, com a denominação de Abreu e Lima, pela Lei Estadual n.º 4.993, de 20-12-1963, sendo desmembrado do município de Paulista.
  • Elevado à categoria de município, com denominação de Abreu e Lima, pela Lei Estadual n.º 8.950, de 14-05-1982, sendo desmembrado de Paulista.

Trechos da formação administrativa do município, publicada pelo IBGE.

Quem nasce em Abreu e Lima é abreu-limense, segundo o IBGE.

História

As primeiras sesmarias da Capitania de Pernambuco foram doadas por Duarte Coelho Pereira a alguns privilegiados da corte, com a intenção de que fossem fundados engenhos de açúcar. A primeira dessas doações coube a Vasco Fernandes de Lucena e família, em documento firmado pelo próprio donatário, em 24 de julho de 1540. Essa data marca o início da povoação da sesmaria de Jaguaribe onde, em 1548, Vasco Fernandes, almoxarife-mor de Pernambuco, fundou o Engenho Jaguaribe, que deu origem ao atual município de Abreu e Lima. Jaguaribe é um nome de origem indígena: yaguár-y-pe que significa “rio da onça” ou “rio do jaguar”. Nas lutas contra os caetés, iniciadas em 1553, os engenhos de Igarassu e Jaguaribe foram grandemente danificados.

O aglomerado humano firmou-se mais tarde, ao longo da “estrada pública que vai desta vila do Cosmos para Olinda”. A referência a essa “estrada pública” já se encontra em documento de 1573 e trata-se da principal artéria que ainda hoje corta a cidade. A demarcação judicial das terras de Jaguaribe só ocorreu em 12 de junho de 1573, 33 anos após a doação da sesmaria, por requerimento de D. Beatriz Dias (viúva de Vasco Fernandes de Lucena) e seus filhos ao ouvidor geral do Brasil, desembargador Antônio Salema. Por volta de 1591 os beneditinos adquiriram as terras de Manoel Gondinho, encravadas na área do Jaguaribe.

Em 07 de janeiro de 1660, em nome da ordem religiosa de São Bento, frei Bento da Purificação tomou posse, em Jaguaribe, das terras prometidas por uma senhora chamada D. Inês de Oliveira em testamento lavrado em 29 de outubro de 1647, no qual dizia: “... deixo aos reverendos padres de São Bento, para que por minha alma digam a valia dela em missas...”. Nessa propriedade, que durante algum tempo foi uma das mais prósperas da região, os beneditinos construíram a capela de São Bento, atualmente em ruínas. A partir da chegada dos beneditinos à região, as terras adjacentes ao engenho passaram para os domínios dessa ordem religiosa. Por volta de 1674 o Engenho Jaguaribe (primitivo polo aglutinador de população) encontrava-se em ruínas, conforme consta no testamento de João Fernandes Vieira: “comprara ditas terras, mas – sem fábrica alguma, estando tudo por terra, - e só restando do engenho que ali havia alguma ferragem”.

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Nos anos seguintes, a povoação surgida nessas terras, a meio caminho entre o Recife e Igarassu, tornou-se um local acolhedor para os viajantes, principalmente homens de negócios que ali paravam para refeições ou pernoite. A parte central desse povoado ganhou a denominação de Maricota, que se supõe vir do início do século XVIII, sem no entanto haver certeza quanto à sua origem. Segundo a tradição oral, era o nome de uma senhora muito conhecida entre os habitantes locais e proprietária de um estabelecimento de serviço de alimentação, instalado na estrada dos tropeiros. O documento mais antigo até agora encontrado que faz alusão ao nome Maricota é de 16 de fevereiro de 1784, guardado nos arquivos da igreja dos santos Cosme e Damião de Igarassu, que se refere ao batismo de um tal Francisco Nunes de Oliveira, realizado na capela de São Miguel do Engenho Inhamã, citando seus pais como sendo residentes em Maricota (então povoado de Igarassu).

Só por volta de 1800 é que novamente se tem notícia de vida produtiva no Engenho Jaguaribe. Em abril de 1812 foi o mesmo arrendado pelo cronista Henry Koster (português, filho de pais ingleses), que nele residiu durante 1 ano e 8 meses. Assim ele relata: “Em princípios de abril de 1812 tomamos posse de um engenho em Jaguaribe, distante 4 léguas do Recife, na direção do norte, e uma légua do mar. Estava provido por muitos escravos, bois, maquinários, acessórios”. O período de sua permanência está documentado em sua obra “Travels in Brazil”, que recebeu em português o título de “Viagens ao Nordeste do Brasil”. Nesse livro, Henry Koster descreve a vida ativa do velho engenho, gostos, costumes e tradições do povo.

Durante o movimento conhecido como Confederação do Equador, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca escondeu-se nas matas do Engenho Utinga, nos dias 16 e 17 de setembro de 1824, tentando escapar de seus perseguidores. Encontrado três meses mais tarde no Ceará, foi levado Recife, onde foi arcabuzado no Forte das Cinco Pontas, a 13 de janeiro de 1825.

No dia 10 de novembro de 1848 travou-se em Maricota a primeira batalha da Revolução Praieira, deflagrada três dias antes, na cidade de Olinda, entre os revoltosos (os praieiros) e as forças do governo (os legalistas). No dia 1º de janeiro de 1849 foi lançado, no Engenho Inhamã, o “Manifesto ao Mundo”, com os postulados da Revolução Praieira.

Outro fato marcante na história desse povoado aconteceu no dia 04 de dezembro de 1859 quando o imperador D. Pedro II, visitando e vistoriando obras em Pernambuco, passou em Maricota com sua comitiva real, registrando o fato no seu “Diário de Viagem”, no qual menciona também a estrada (dos tropeiros, das boiadas do norte) que ele denomina de “estrada do contrato”, provavelmente por envolver verba real nas suas obras.

O distrito policial de Maricota foi criado no dia 22 de julho de 1863 pelo presidente da província, João Silveira de Souza, que nomeou como subdelegado Antônio Borges Galvão Uchoa. No dia 28 de agosto de 1883 foi lavrada escritura de concessão para a construção de uma estrada de ferro, partindo do Engenho Timbó até o Jaguaribe. A autorização fora solicitada pelo proprietário do Timbó (Francisco Theófilo da Rocha Bezerra) aos proprietários do Jaguaribe (Rosa Francelina de Queiroz Dourado Cavalcanti e José Cavalcante de Albuquerque Gadelha e sua esposa, Francisca Bandeira de Fraga Gadelha), para que os trilhos pudessem passar por suas terras.

Em 1885 José Dias Feijó e sua esposa, Henriqueta Francisca Pereira, separaram parte da propriedade em que moravam para que se levantasse uma capela dedicada a São José e um

cemitério. O pároco de Igarassu, Floriano de Queiroz Coutinho, tomou posse do terreno em nome da Igreja Católica, iniciando com a comunidade a construção da capela.

No primeiro centenário da Revolução Praieira – 1948 - o topônimo Maricota foi alterado para Abreu e Lima, em homenagem a José Inácio de Abreu e Lima, um dos chefes dessa revolução. Conhecido como o “general das massas”, o político, escritor e jornalista pernambucano lutou 14 anos ao lado de Simão Bolívar nas guerras de libertação da Venezuela e Colômbia, no século XIX. Era filho de José Ignacio Ribeiro de Abreu Lima, conhecido como Padre Roma.

Formação administrativa

Distrito criado, com a denominação de Maricota, pelo Decreto-lei Estadual n.º 235, de 09-12-1938, subordinado ao município de Paulista.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943, o distrito de Maricota figura no município de Paulista.

Pela Lei Estadual n.º 421, de 31-12-1948, o distrito de Maricota passou a denominar-se Abreu e Lima.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950 o distrito de Abreu e Lima permanece no município de Paulista.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Elevado à categoria de município, com a denominação de Abreu e Lima, pela Lei Estadual n.º 4.993, de 20-12-1963, sendo desmembrado do município de Paulista. Sede no antigo distrito de Abreu e Lima. Constituído do distrito sede.

Por Acordão do Tribunal de Justiça, Mandado de Segurança n.º 56.889, de 27-08-1964, o município é extinto, voltando à condição de distrito do município de Paulista.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o distrito de Abreu, figura como distrito no município de Paulista, assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-I-1979.

Elevado à categoria de município, com denominação de Abreu e Lima, pela Lei Estadual n.º 8.950, de 14-05-1982, sendo desmembrado de Paulista. Sede no antigo distrito de Abreu e Lima. Constituído do distrito sede. Instalado em 31-03-1983.

Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede.

A Lei Municipal nº 650, de 26 de julho de 2009, cria o distrito de Distrito Industrial.

Em divisão territorial datada de 2014 o município é constituído de 2 distritos: Abreu e Lima e Distrito Industrial.

Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: PERNAMBUCO. Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condempe Fidem). Município Abreu e Lima. Recife, 2015. Disponível em: ttp://www.condepefidem.pe.gov.br/c/document_library/get_file?p_l_id=18393234&folderId=18394117&name=DLFE-89503.pdf. Acesso em: mar. 2015.. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.

Fatos e datas

Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Abreu e Lima, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.

  1. 1540

    A primeira dessas doações coube a Vasco Fernandes de Lucena e família, em documento firmado pelo próprio donatário, em 24 de julho de 1540.

  2. 1548

    Essa data marca o início da povoação da sesmaria de Jaguaribe onde, em 1548, Vasco Fernandes, almoxarife-mor de Pernambuco, fundou o Engenho Jaguaribe, que deu origem ao atual município de Abreu e Lima.

  3. 1553

    Nas lutas contra os caetés, iniciadas em 1553, os engenhos de Igarassu e Jaguaribe foram grandemente danificados.

  4. 1573

    A referência a essa “estrada pública” já se encontra em documento de 1573 e trata-se da principal artéria que ainda hoje corta a cidade.

  5. 1573

    A demarcação judicial das terras de Jaguaribe só ocorreu em 12 de junho de 1573, 33 anos após a doação da sesmaria, por requerimento de D.

  6. 1591

    Por volta de 1591 os beneditinos adquiriram as terras de Manoel Gondinho, encravadas na área do Jaguaribe.

  7. 1647

    Inês de Oliveira em testamento lavrado em 29 de outubro de 1647, no qual dizia: “... deixo aos reverendos padres de São Bento, para que por minha alma digam a valia dela em missas...”.

  8. 1660

    Em 07 de janeiro de 1660, em nome da ordem religiosa de São Bento, frei Bento da Purificação tomou posse, em Jaguaribe, das terras prometidas por uma senhora chamada D.

  9. 1885

    Em 1885 José Dias Feijó e sua esposa, Henriqueta Francisca Pereira, separaram parte da propriedade em que moravam para que se levantasse uma capela dedicada a São José e um

  10. 1938

    Distrito criado, com a denominação de Maricota, pelo Decreto-lei Estadual n.º 235, de 09-12-1938, subordinado ao município de Paulista.

  11. 1948

    Pela Lei Estadual n.º 421, de 31-12-1948, o distrito de Maricota passou a denominar-se Abreu e Lima.

  12. 1948

    No primeiro centenário da Revolução Praieira – 1948 - o topônimo Maricota foi alterado para Abreu e Lima, em homenagem a José Inácio de Abreu e Lima, um dos chefes dessa revolução.

  13. 1963

    Elevado à categoria de município, com a denominação de Abreu e Lima, pela Lei Estadual n.º 4.993, de 20-12-1963, sendo desmembrado do município de Paulista.

  14. 1964

    Por Acordão do Tribunal de Justiça, Mandado de Segurança n.º 56.889, de 27-08-1964, o município é extinto, voltando à condição de distrito do município de Paulista.

  15. 1982

    Elevado à categoria de município, com denominação de Abreu e Lima, pela Lei Estadual n.º 8.950, de 14-05-1982, sendo desmembrado de Paulista.

  16. 2009

    A Lei Municipal nº 650, de 26 de julho de 2009, cria o distrito de Distrito Industrial.

Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.

Curiosidades

  • Altitude

    A sede do município fica a 19 metros de altitude, segundo o Wikidata.

Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.

O que ver e fazer

Nenhum lugar de Abreu e Lima está registrado nas fontes abertas. Estes são os 12 lugares mais próximos, em municípios vizinhos, até 50 km do centro. A ordem segue a proximidade, não uma avaliação de pessoas.

Dia 014 paradas · cerca de 24 km em linha reta entre elas
  1. Em Igarassu. A 8,6 km do centro de Abreu e Lima (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Em Igarassu. A 0,2 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Em Paulista. A 13 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Em Olinda. A 11 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Dia 024 paradas · cerca de 0,6 km em linha reta entre elas
  1. Em Olinda. A 0,7 km da última parada do dia anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Em Olinda. A 0,2 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Em Olinda. A 0,2 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Em Olinda. A 0,2 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Dia 034 paradas · cerca de 5,2 km em linha reta entre elas
  1. Em Recife. A 6,0 km da última parada do dia anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Em Recife. A 0,8 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Em Recife. A 0,7 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Em Recife. A 3,7 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Lugares do Wikidata (CC0), de tipos como igrejas, museus, praças, monumentos, parques e cachoeiras, com artigo na Wikipédia, foto ou proteção de patrimônio. Não há horários, preços nem avaliação de acesso: confirme na prefeitura antes de ir. Distâncias em linha reta, não de estrada.

Quem nasceu aqui

Uma pessoa nascida em Abreu e Lima, segundo o Wikidata.

Lista do Wikidata (CC0), por local de nascimento declarado. Pode conter erros de cadastro e não é uma lista completa nem uma escolha editorial do site.

Onde fica

Estado
Pernambuco (PE), região Nordeste
Mesorregião
Metropolitana de Recife
Microrregião
Recife
Região imediata
Recife
Código IBGE
2600054
Coordenadas
-7.9117, -34.9028
Capital
Recife, a cerca de 16 km em linha reta
Aeroporto
Aeroporto Internacional Recife/Guararapes - Gilberto Freyre (REC), a cerca de 24 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports

Distâncias em linha reta, não de estrada. O cadastro de voos regulares do OurAirports pode estar desatualizado: confirme a rota e o aeroporto antes de planejar.

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  • População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
  • História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
  • Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
  • Aeroportos: OurAirports (domínio público).
  • Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
  • Dados reunidos em 21 de out de 2026.

Foto: Jackson Cavalcanti Junior (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons.

Brasão: CityBreakingDown (Public domain), via Wikimedia Commons.