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Nilópolis

Rio de Janeiro · Sudeste · gentílico: nilopolitano

Nilópolis é um município no Rio de Janeiro, na região Sudeste do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 146.774 habitantes em 19,4 km², o que dá 7.568,4 habitantes por km². É o 22º mais populoso do Rio de Janeiro (entre 92 com dados) e o 204º do Brasil. Pertence à microrregião de Rio de Janeiro, na mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro, e à região geográfica imediata de Rio de Janeiro. Em linha reta, fica a cerca de 24 km de Rio de Janeiro, capital do Rio de Janeiro.

Em números

População
146.774
Censo 2022
Área
19,4 km²
Censo 2022
Densidade
7.568,4 hab/km²
Censo 2022
Posição
22º em RJ
204º no Brasil, por população

De onde vem o nome

O que diz o registro oficial

  • Distrito criado com a denominação de São Mateus, pela Lei Estadual n.º 1.332, de 09-11-1916, confirmada pela Lei n.º 1.634, de 18-11-1919, subordinado ao município de Iguaçu.
  • Elevado à categoria de município com a denominação de Nilópolis, por Ato das Disposições Constitucionais Transitórias deste Estado, promulgado em 20-06-1947, desmembrado de Nova Iguaçu.
  • Elevado à categoria de cidade com a denominação de Nilópolis, pela Lei Estadual n.º 6, de 11-08-1947.

Trechos da formação administrativa do município, publicada pelo IBGE.

Quem nasce em Nilópolis é nilopolitano, segundo o IBGE.

História

Nilópolis foi parte integrante da capitania hereditaria de São Vicente, que pertenceu a Martin Afonso de Souza, em 1531. Dividiu-se em sesmarias, doando grande parte a Braz Cubas, fundador de Santos, em São Paulo, constando 3.000 braças por costa do lombo do Salgado e 9.000 braças para dentro no Rio Meriti, correndo pela piaçaba de Jacutinga, habitada pelos índios jacutingas, em 1568. Nesta sesmaria incluía-se Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Caxias, até as fraldas do Gericinó que depois foram se transformando em novas sesmarias e grandes fazendas.

Em 1621 está área denominada Fazenda de São Mateus, veio a pertencer a João Álvares Pereira, com os limites até a cachoeira dos engenhos de Francisco Dutra e André São Mateus, entre a cachoeira (Rio Pioim) até a parte da Serra de Maxambomba (atual Nova Iguaçu).

Em 1637 João Álvares Pereira manda construir a Capela de São Matheus, no alto da colina de Nilópolis, de barro batido (adobo) pelos índios e escravos alí existentes. Sucedeu a João Álvares Pereira, Diogo Pereira, certamente seu parente, até o ano de 1700, quando as terras passaram a pertencer a Domingos Machado Homem, cujo filho, o Padre Matheus Machado Homem, fica sendo o Pároco da Capela de São Matheus. Em 1747, a capela de São Matheus é elevada a matriz de São João de Meriti, dando origem a cidade, e recebe a visita do Monsenhor Pizarro em 1788, atestando o uso como curada, portanto, pronta para os atos da fé cristã. Falecendo Domingos Machado Homem, sucede-lhe o padre Matheus Machado Homem, que continuou a administrá-la com engenho e grande produção de açucar e aguardente, que escoava pelo porto da Pavuna. Quando do falecimento do padre Matheus, do seu testamento constou que a fazenda tinha 1.280 braças de terra, que fazem testada no rio Pavuna, que as dividia das terras de Oliveira Braga (Engenho de Nazareth), correndo aos fundos com o rio chamado Cachoeira Pequena (Maxambomba) que divide as terras do capitão Manuel Correa Vasques; de uma banda partem as terras com o engenho da Pavuna, do capitão Ignácio Rodrigues da Silva e da outra com as terras do Capitão Manuel Cabral de Mello e do ajudante Ignácio Barcelos Machado.

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E no ano de 1779 seu proprietário é o alferes Ambrósio de Souza Coutinho, e a fazenda atinge seu esplendor com a produção de 30 caixas de açucar e 14 pipas de aguardente, tendo uma população de 50 escravos, sendo a mais importante da região.

O engenho situava-se na atual Rua Antônio José Bittencourt (anteriormente Rua Coronel Julio de Abreu) esquina da Rua Lúcio Tavares, e que através de um caminho, dava acesso a capela São Matheus, onde residiam os sucessivos proprietários da então Fazenda São Matheus.

Com a inauguração a 29 de março de 1858 da linha de trem da E.F.D. Pedro II, cortando a fazenda com destino a Queimados, a população nativa foi abandonando as terras, não só devido ao movimento abolicionista como também por novas opções de mão de obra devido ao progresso e outras novas atividades. E as terras da Fazenda São Matheus, a partir de 1866 tinha como proprietários os capitalistas do Rio de Janeiro, o conde e o Barão de Bonfim, e por fim, Jerônimo José de Mesquita, que negociou com o criador de cavalos e mulas João Alves Mirandela. Este tinha como sócio Lázaro de Almeida, conforme escritura lavrada no dia 22 de setembro de 1900 no valor de 25 contos de réis.

Da escrita consta que além das terras negociadas haviam dois imóveis, a Capela e a sede da fazenda. João Alves Mirandela e seu irmão Manuel Alves Mirandela, grandes criadores de animais para o Exército, cercaram uma área, junto a cerca da fazenda do Gericinó, até que seu enteado Vitor Ribeiro de Faria Braga, convenceu-os a desmatar a fazenda para um possível loteamento.

Poucos anos após a compra, a fazenda foi dividida, e no ano de 1914, teve início a venda dos lotes. Para isso João Alves Mirandela, chamou o então engenheiro da Central do Brasil, Theodomiro Gonçalves Ferreira, para executar a planta da futura cidade que iria surgir das matas da fazenda.

Nessa época a I Guerra Mundial chegava ao fim, e deixava como saldo inúmeras dificuldades, inclusive financeiras. Com a facilidade da venda dos lotes, importantes homens de negócios não pensaram duas vezes em adquiri-los, e aqui foram construindo e se fixando. E, já no final de 1913 os jornais anunciavam lotes medindo 12,50m. por 50,00m., em suaves prestações. Um destes anúncios chamou a atenção do Coronel Júlio de Abreu que veio pessoalmente conhecer a cidade que estava surgindo, e logo enamorou-se, comprando vários lotes e trazendo após, vários importantes amigos, objetivando erguer uma cidade promissora, ele mesmo construiu a primeira casa de pedra e cal, dando o nome de Vila Ema, em homenagem à sua esposa,inaugurando-a festivamente, com as presenças de comerciantes, banqueiros, políticos, homens públicos, ligados ao Rio de Janeiro, no dia 06 de setembro de 1914, marco de fundação da cidade de Nilópolis.

A classe menos favorecida também teve a sorte de adquirir os lotes menores e, portanto, mais baratos. Não demorou muito para que a fazenda se transformasse num povoado ainda denominado de São Matheus e integrado a São João de Meriti, que era na época o 4º distrito de Nova Iguaçu. Construções foram se erguendo rapidamente, e logo, dos sítios, pomares e quintais das casas podiam se avistar as extensas plantações de laranjas, cuja venda foi uma das primeiras fontes de renda dos moradores do local. Há quem diga que as classes menos privilegiadas quitaram as prestações de seus terrenos com o lucro do produto vendido.

O topônimo é uma homenagem ao presidente do Brasil, Nilo Peçanha.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de São Mateus, pela Lei Estadual n.º 1.332, de 09-11-1916, confirmada pela Lei n.º 1.634, de 18-11-1919, subordinado ao município de Iguaçu.

Pela Lei Estadual n.º 1.705, de 06-10-1921, o distrito de São Mateus passou a denominar-se Nilópolis.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Nilópolis figura no município de Iguaçu.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 392-A, de 31-03-1938, o município de Iguaçu passou a denominar-se Nova Iguaçu.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Nilópolis figura no município de Nova Iguaçu.

Elevado à categoria de município com a denominação de Nilópolis, por Ato das Disposições Constitucionais Transitórias deste Estado, promulgado em 20-06-1947, desmembrado de Nova Iguaçu. Constituído de 2 distritos: Nilópolis e Olinda. Instalado em 21-08-1947.

Elevado à categoria de cidade com a denominação de Nilópolis, pela Lei Estadual n.º 6, de 11-08-1947.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Nilópolis e Olinda.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: Nilópolis (RJ). Prefeitura. 2015. Disponível em: http://www.nilopolis.rj.gov.br/a-historia/. Acesso em: jan. 2015.. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.

Fatos e datas

Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Nilópolis, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.

  1. 1531

    Nilópolis foi parte integrante da capitania hereditaria de São Vicente, que pertenceu a Martin Afonso de Souza, em 1531.

  2. 1568

    Dividiu-se em sesmarias, doando grande parte a Braz Cubas, fundador de Santos, em São Paulo, constando 3.000 braças por costa do lombo do Salgado e 9.000 braças para dentro no Rio Meriti, correndo pela piaçaba de Jacutinga, habitada pelos índios jacutingas, em 1568.

  3. 1621

    Em 1621 está área denominada Fazenda de São Mateus, veio a pertencer a João Álvares Pereira, com os limites até a cachoeira dos engenhos de Francisco Dutra e André São Mateus, entre a cachoeira (Rio Pioim) até a parte da Serra de Maxambomba (atual Nova Iguaçu).

  4. 1637

    Em 1637 João Álvares Pereira manda construir a Capela de São Matheus, no alto da colina de Nilópolis, de barro batido (adobo) pelos índios e escravos alí existentes.

  5. 1700

    Sucedeu a João Álvares Pereira, Diogo Pereira, certamente seu parente, até o ano de 1700, quando as terras passaram a pertencer a Domingos Machado Homem, cujo filho, o Padre Matheus Machado Homem, fica sendo o Pároco da Capela de São Matheus.

  6. 1747

    Em 1747, a capela de São Matheus é elevada a matriz de São João de Meriti, dando origem a cidade, e recebe a visita do Monsenhor Pizarro em 1788, atestando o uso como curada, portanto, pronta para os atos da fé cristã.

  7. 1779

    E no ano de 1779 seu proprietário é o alferes Ambrósio de Souza Coutinho, e a fazenda atinge seu esplendor com a produção de 30 caixas de açucar e 14 pipas de aguardente, tendo uma população de 50 escravos, sendo a mais importante da região.

  8. 1858

    Com a inauguração a 29 de março de 1858 da linha de trem da E.F.D.

  9. 1900

    Este tinha como sócio Lázaro de Almeida, conforme escritura lavrada no dia 22 de setembro de 1900 no valor de 25 contos de réis.

  10. 1913

    E, já no final de 1913 os jornais anunciavam lotes medindo 12,50m. por 50,00m., em suaves prestações.

  11. 1914

    Poucos anos após a compra, a fazenda foi dividida, e no ano de 1914, teve início a venda dos lotes.

  12. 1916

    Distrito criado com a denominação de São Mateus, pela Lei Estadual n.º 1.332, de 09-11-1916, confirmada pela Lei n.º 1.634, de 18-11-1919, subordinado ao município de Iguaçu.

  13. 1921

    Pela Lei Estadual n.º 1.705, de 06-10-1921, o distrito de São Mateus passou a denominar-se Nilópolis.

  14. 1938

    Pelo Decreto-lei Estadual n.º 392-A, de 31-03-1938, o município de Iguaçu passou a denominar-se Nova Iguaçu.

  15. 1947

    Elevado à categoria de cidade com a denominação de Nilópolis, pela Lei Estadual n.º 6, de 11-08-1947.

  16. 1947

    Elevado à categoria de município com a denominação de Nilópolis, por Ato das Disposições Constitucionais Transitórias deste Estado, promulgado em 20-06-1947, desmembrado de Nova Iguaçu.

Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.

Curiosidades

  • Área

    É o município de menor área do estado: 19,4 km².

  • Altitude

    A sede do município fica a 14 metros de altitude, segundo o Wikidata.

  • Patrimônio

    3 lugares do município aparecem no Wikidata com algum tipo de proteção de patrimônio.

Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.

O que ver e fazer

Sugestão de roteiro com 12 lugares de Nilópolis registrados no Wikidata. A ordem segue a proximidade, não uma avaliação de pessoas.

Dia 014 paradas · cerca de 0,0 km em linha reta entre elas
  1. Estação NilópolisEstação ferroviária

    A 0,1 km do centro de Nilópolis (linha reta)

  2. Avenida Getúlio 1441BPatrimônio histórico

    A poucos metros da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Avenida Getúlio de Moura, 1441APatrimônio histórico

    A poucos metros da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Avenida Getúlio de Moura, 1435Patrimônio histórico

    A poucos metros da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Dia 024 paradas · cerca de 26 km em linha reta entre elas
  1. Em Duque de Caxias. A 17 km da última parada do dia anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Ilha do GovernadorPatrimônio natural

    Em Rio de Janeiro. A 14 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Em Rio de Janeiro. A 8,1 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Em Rio de Janeiro. A 3,9 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Dia 034 paradas · cerca de 12 km em linha reta entre elas
  1. Casa França-BrasilCentro cultural

    Em Rio de Janeiro. A 1,4 km da última parada do dia anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Em Rio de Janeiro. A 5,3 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Morro do CorcovadoPatrimônio natural

    Em Rio de Janeiro. A 4,7 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  4. Em Rio de Janeiro. A 2,1 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Lugares do Wikidata (CC0), de tipos como igrejas, museus, praças, monumentos, parques e cachoeiras, com artigo na Wikipédia, foto ou proteção de patrimônio. Não há horários, preços nem avaliação de acesso: confirme na prefeitura antes de ir. Distâncias em linha reta, não de estrada.

Quem nasceu aqui

O Wikidata registra 29 pessoas nascidas em Nilópolis. Estas são as 12 com maior presença nas Wikipédias.

Lista do Wikidata (CC0), por local de nascimento declarado. Pode conter erros de cadastro e não é uma lista completa nem uma escolha editorial do site.

Onde fica

Estado
Rio de Janeiro (RJ), região Sudeste
Mesorregião
Metropolitana do Rio de Janeiro
Microrregião
Rio de Janeiro
Região imediata
Rio de Janeiro
Código IBGE
3303203
Coordenadas
-22.8078, -43.4139
Capital
Rio de Janeiro, a cerca de 24 km em linha reta
Aeroporto
Aeroporto Internacional Rio de Janeiro Galeão – Tom Jobim (GIG), a cerca de 17 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports

Distâncias em linha reta, não de estrada. O cadastro de voos regulares do OurAirports pode estar desatualizado: confirme a rota e o aeroporto antes de planejar.

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Sobre estes dados

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  • População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
  • História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
  • Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
  • Aeroportos: OurAirports (domínio público).
  • Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
  • Dados reunidos em 21 de out de 2026.

Foto: Junius (Public domain), via Wikimedia Commons.

Brasão: autor não informado (Public domain), via Wikimedia Commons.