Imagem de Dianópolis, Tocantins

Dianópolis

Tocantins · Norte · gentílico: dianopolino

Dianópolis é um município no Tocantins, na região Norte do Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, tem 17.739 habitantes em 3.318,1 km², o que dá 5,35 habitantes por km². É o 12º mais populoso do Tocantins (entre 139 com dados) e o 1.910º do Brasil. Pertence à microrregião de Dianópolis, na mesorregião Oriental do Tocantins, e à região geográfica imediata de Dianópolis. Em linha reta, fica a cerca de 230 km de Palmas, capital do Tocantins.

Em números

População
17.739
Censo 2022
Área
3.318,1 km²
Censo 2022
Densidade
5,35 hab/km²
Censo 2022
Posição
12º em TO
1.910º no Brasil, por população

De onde vem o nome

O que diz o registro oficial

  • Distrito criado com a denominação de São José do Duro, pela Lei Provincial n.º 3, de 14-10-1854.
  • Elevado à categoria de vila com a denominação de São José do Duro, pela Lei Provincial n.º 723, de 26-08-1884, desmembrado do município de Conceição (depois Conceição do Norte).

Trechos da formação administrativa do município, publicada pelo IBGE.

Quem nasce em Dianópolis é dianopolino, segundo o IBGE.

História

Dianópolis é uma das mais antigas cidades do Tocantins e ocupa posição de destaque na formação histórica e cultural do estado. As origens de seu povoamento remontam aproximadamente à metade do século XVIII, quando a região começou a ser ocupada por lavradores, pecuaristas e mineradores que buscavam recursos naturais e novas áreas de assentamento.

Esses grupos chegaram por diferentes rotas: alguns partiram do Nordeste e do Oeste brasileiro, alcançando o Vale do Rio São Francisco e atravessando a Serra Geral; outros foram de Minas Gerais em direção ao norte, atraídos pela exploração mineral e pela expansão das fronteiras coloniais. Também houve correntes migratórias oriundas das capitanias do Grão-Pará e do Maranhão, além de grupos que atravessaram o Vale do Paranã e se estabeleceram na região.

Antes da ocupação colonial, o território era habitado por diversos povos indígenas, entre os quais se destacavam os gueguês, acroás, xacriabás e xerentes. A expansão dos núcleos coloniais e das atividades mineradoras provocou frequentes disputas entre indígenas e colonizadores, tornando a região palco de constantes conflitos ao longo do século XVIII.

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Nesse contexto, o governo da capitania de Goiás promoveu iniciativas destinadas a consolidar a ocupação do território e ampliar sua presença na região. Com esse objetivo, foram organizadas expedições compostas por militares e missionários, encarregados da criação de aldeamentos voltados à catequese e ao controle da população indígena. Surgiram, então, os aldeamentos de Formiga e Missões, que se tornaram importantes centros de ocupação e evangelização.

Em 1751 foi fundado, nas proximidades do Ribeirão Formigas, o aldeamento de São Francisco Xavier do Duro, mais conhecido como Missões ou Missão. Inicialmente, cerca de 600 indígenas da etnia Xacriabá foram ali reunidos. Em 1755, aproximadamente 250 indígenas acroás também foram incorporados ao aldeamento. O processo foi conduzido pelo coronel pernambucano Venceslau Gomes da Silva, com o apoio dos jesuítas Bento Soares, José Batista e José Vieira, enviados da Bahia por determinação do governador da capitania de Goiás, Dom Marcos de Noronha, o Conde dos Arcos.

Segundo a tradição local, indígenas conhecidos genericamente como tapuias encontraram, durante suas incursões pela região, pedras amareladas que posteriormente foram identificadas pelos missionários como pepitas de ouro. A descoberta impulsionou a exploração aurífera e deu origem à denominação Minas das Tapuias, da qual teriam derivado os nomes d'Ouro, d'Oiro e, posteriormente, Duro, utilizado durante grande parte da história local.

A descoberta de ouro atraiu novos moradores e favoreceu o surgimento de núcleos de povoamento nas proximidades das áreas de mineração. Entre os pioneiros da exploração, destacou-se João Nepomuceno de Sousa, natural de Paracatu (MG), que adquiriu uma das minas da região e passou a explorá-la em sociedade com Manuel Nunes Viana e Cândido Lino de Sousa. A atividade mineradora se manteve ativa durante vários anos, mas acabou sendo prejudicada pelo acúmulo de água nas galerias subterrâneas, o que dificultou a continuidade da exploração em maior escala.

Ao longo do século XIX, o povoado de São José do Duro se consolidou como um importante núcleo regional. Em 1854, foi criado oficialmente o distrito de São José do Duro, subordinado ao município de Conceição do Norte. Posteriormente, em 1884, o distrito foi elevado à categoria de vila, mantendo a mesma denominação.

Nas primeiras décadas do século XX, São José do Duro se tornou palco de acontecimentos políticos que marcaram profundamente sua história. Entre 1918 e 1923 ocorreu um dos episódios mais conhecidos da região: o conflito envolvendo a família Wolney e forças ligadas ao governo estadual. O episódio atingiu seu momento mais dramático em 16 de janeiro de 1919, quando nove integrantes da família foram mortos no evento que ficou conhecido como Massacre do Tronco. O conflito teve origem em disputas políticas e questões relacionadas ao inventário de Vicente Belém, tornando-se um dos marcos da história política do sudeste tocantinense.

A elevação da vila à categoria de cidade ocorreu em 1938. No mesmo ano, a denominação do município foi alterada para Dianópolis. Segundo a tradição local, o novo topônimo foi escolhido em homenagem a um grupo de mulheres de destaque na sociedade da época: Custodiana Leal Rodrigues, Custodiana Nepomuceno Wolney Araújo, Custodiana Wolney Póvoa e Custodiana Costa Aires, todas conhecidas pelo apelido de Diana.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de São José do Duro, pela Lei Provincial n.º 3, de 14-10-1854.

Elevado à categoria de vila com a denominação de São José do Duro, pela Lei Provincial n.º 723, de 26-08-1884, desmembrado do município de Conceição (depois Conceição do Norte). Instalado em 01-01-1885.

Pela Lei Provincial n.º 15, de 10-11-1854, o distrito de Miguel e Almas é criado e anexado ao município de São José do Duro.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 4 distritos: São José do Duro, Matões, Missões e Miguel e Almas.

Pela Lei Estadual n.º 428, de 21-06-1913, o distrito de Miguel e Almas deixa de pertencer ao município de São José do Duro para ser anexado ao município de Natividade.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 3 distritos: São José do Duro, Matões e Missões.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 557, de 30-03-1938, o município de São José do Duro passa a denominar-se Dianópolis.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.233, de 31-10-1938, o município, já denominado Dianópolis, adquire o território do extinto município de Conceição do Norte. Sob o mesmo decreto, Dianópolis adquire o território dos extintos distritos de Matões e Missões, anexados ao distrito sede do município de Dianópolis.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Dianópolis e Conceição do Norte.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 8.305, de 31-12-1943, o distrito de Taipas é criado, com terras desmembradas dos distritos de Dianópolis e Conceição do Norte, e anexado ao município de Dianópolis.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Dianópolis, Conceição do Norte e Taipas.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela Lei Estadual n.º 5.001, de 14-11-1963, Dianópolis adquire o distrito de Rio da Conceição do município de Almas.

Pela Lei Estadual n.º 4.486, de 07-08-1963, os distritos de Conceição do Norte e Taipas são desmembrados do município de Dianópolis para constituir o novo município de Conceição do Norte.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Dianópolis e Rio da Conceição.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988.

Pela Lei Estadual n.º 251, de 20-02-1991, o distrito de Rio da Conceição é desmembrado do município de Dianópolis. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2025.

Texto do IBGE (Cidades), reproduzido como publicado; fonte citada pelo IBGE: DIANÓPOLIS (TO). Prefeitura. [200?].. Pode estar desatualizado ou conter imprecisões da fonte original.

Fatos e datas

Os acontecimentos com data que aparecem no texto do IBGE sobre Dianópolis, em ordem cronológica. As frases estão como no original, sem resumo.

  1. 1751

    Em 1751 foi fundado, nas proximidades do Ribeirão Formigas, o aldeamento de São Francisco Xavier do Duro, mais conhecido como Missões ou Missão.

  2. 1755

    Em 1755, aproximadamente 250 indígenas acroás também foram incorporados ao aldeamento.

  3. 1854

    Pela Lei Provincial n.º 15, de 10-11-1854, o distrito de Miguel e Almas é criado e anexado ao município de São José do Duro.

  4. 1854

    Distrito criado com a denominação de São José do Duro, pela Lei Provincial n.º 3, de 14-10-1854.

  5. 1854

    Em 1854, foi criado oficialmente o distrito de São José do Duro, subordinado ao município de Conceição do Norte.

  6. 1884

    Elevado à categoria de vila com a denominação de São José do Duro, pela Lei Provincial n.º 723, de 26-08-1884, desmembrado do município de Conceição (depois Conceição do Norte).

  7. 1884

    Posteriormente, em 1884, o distrito foi elevado à categoria de vila, mantendo a mesma denominação.

  8. 1913

    Pela Lei Estadual n.º 428, de 21-06-1913, o distrito de Miguel e Almas deixa de pertencer ao município de São José do Duro para ser anexado ao município de Natividade.

  9. 1919

    O episódio atingiu seu momento mais dramático em 16 de janeiro de 1919, quando nove integrantes da família foram mortos no evento que ficou conhecido como Massacre do Tronco.

  10. 1938

    Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.233, de 31-10-1938, o município, já denominado Dianópolis, adquire o território do extinto município de Conceição do Norte.

  11. 1938

    Pelo Decreto-lei Estadual n.º 557, de 30-03-1938, o município de São José do Duro passa a denominar-se Dianópolis.

  12. 1938

    A elevação da vila à categoria de cidade ocorreu em 1938.

  13. 1943

    Pelo Decreto-lei Estadual n.º 8.305, de 31-12-1943, o distrito de Taipas é criado, com terras desmembradas dos distritos de Dianópolis e Conceição do Norte, e anexado ao município de Dianópolis.

  14. 1963

    Pela Lei Estadual n.º 4.486, de 07-08-1963, os distritos de Conceição do Norte e Taipas são desmembrados do município de Dianópolis para constituir o novo município de Conceição do Norte.

  15. 1963

    Pela Lei Estadual n.º 5.001, de 14-11-1963, Dianópolis adquire o distrito de Rio da Conceição do município de Almas.

  16. 1991

    Pela Lei Estadual n.º 251, de 20-02-1991, o distrito de Rio da Conceição é desmembrado do município de Dianópolis.

Extraído automaticamente do histórico e da formação administrativa publicados pelo IBGE. O ano é o primeiro que aparece na frase, e nem sempre é a data exata do acontecimento.

Curiosidades

  • Altitude

    É a sede municipal mais alta do estado: 720 metros de altitude.

  • Patrimônio

    3 lugares do município aparecem no Wikidata com algum tipo de proteção de patrimônio.

Comparações calculadas a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE e do Wikidata, no momento em que o site foi gerado.

O que ver e fazer

Sugestão de roteiro com 3 lugares de Dianópolis registrados no Wikidata. A ordem segue a proximidade, não uma avaliação de pessoas.

Dia 013 paradas · cerca de 0,5 km em linha reta entre elas
  1. Igreja Sagrada FamíliaIgreja

    A 0,2 km do centro de Dianópolis (linha reta) · patrimônio protegido

  2. Igreja de São José das MissõesIgreja

    A 0,2 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

  3. Capelinha dos NoveCapela

    A 0,3 km da parada anterior (linha reta) · patrimônio protegido

Lugares do Wikidata (CC0), de tipos como igrejas, museus, praças, monumentos, parques e cachoeiras, com artigo na Wikipédia, foto ou proteção de patrimônio. Não há horários, preços nem avaliação de acesso: confirme na prefeitura antes de ir. Distâncias em linha reta, não de estrada.

Quem nasceu aqui

4 pessoas nascidas em Dianópolis, segundo o Wikidata.

Lista do Wikidata (CC0), por local de nascimento declarado. Pode conter erros de cadastro e não é uma lista completa nem uma escolha editorial do site.

Onde fica

Estado
Tocantins (TO), região Norte
Mesorregião
Oriental do Tocantins
Microrregião
Dianópolis
Região imediata
Dianópolis
Código IBGE
1707009
Coordenadas
-11.6258, -46.8203
Capital
Palmas, a cerca de 230 km em linha reta
Aeroporto
Aeroporto Dom Ricardo Weberberger (BRA), a cerca de 203 km em linha reta, o mais próximo com voos regulares segundo o OurAirports

Distâncias em linha reta, não de estrada. O cadastro de voos regulares do OurAirports pode estar desatualizado: confirme a rota e o aeroporto antes de planejar.

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Os números no mapa são as paradas do roteiro. Mapa © colaboradores do OpenStreetMap.

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Cidades por perto

Sobre estes dados

Esta página é um perfil do município, montado com dados abertos e sem avaliação de pessoas: o roteiro é uma sugestão automática por proximidade, a história é o texto do IBGE e as curiosidades são comparações calculadas. Guias de viagem revisados, com fontes, existem para as cidades em Destinos.

  • População, área e densidade: IBGE, Censo Demográfico 2022.
  • História, datas, gentílico e divisões regionais: IBGE.
  • Coordenadas, lugares do roteiro, pessoas e altitude: Wikidata (CC0).
  • Aeroportos: OurAirports (domínio público).
  • Clima: Open-Meteo, consultado no seu navegador.
  • Dados reunidos em 21 de out de 2026.

Foto: Alexandre Marino from Brasilia, Brasil (CC BY-SA 2.0), via Wikimedia Commons.

Brasão: Prefeitura Municipal de Dianópolis, TO (Public domain), via Wikimedia Commons.